Gigante Italiana luta contra falência

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Principal companhia aérea italiana, a Alitalia anunciou hoje que passará por uma "administração extraordinária" — o equivalente ao Capítulo 11 da lei de falências americana. A decisão foi tomada uma semana após a tentativa de acordo entre a companhia e as principais forças de trabalho ter falhado.

O acordo exigia que cerca de 980 funcionários fossem despedidos, além de propor um corte salarial de 8%. Segundo a aérea, essa negociação era necessária para desbloquear mais de dois bilhões de euros de recursos de capitalização.

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A decisão de entrar em administração extraordinária foi tomada após uma reunião com os acionistas — composta por diversas instituições financeiras italianas, além da Etihad Airways, que detém 49% das ações —, seguido por um encontro com o conselho de administração da empresa.

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A negativa no acordo com os funcionários, segundo a aérea, foi recebida com pesar pelos acionistas. "Os acionistas italianos e a da Etihad, com base no forte crescimento potencial da empresa e em um plano industrial que incluía uma redução dos custos estruturais, dos quais dois terços não estavam relacionados com os custos da mão-de-obra, comprometeram-se a recapitalizar e financiar o plano com dois bilhões de euros", declarou a companhia.

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Após a reunião com o conselho, a Alitalia solicitou ao Ministério de Desenvolvimento Econômico da Itália que nomeasse "comissários" que seriam responsáveis por determinar se a empresa tem uma chance viável de sobrevivência. A administração extraordinária concederá à Alitalia a proteção contra credores enquanto os agentes do governo analisam a situação da aérea.

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A companhia já havia sido alvo de um grande resgate, quando em 2014 a Etihad Airways comprou quase metade da empresa — e foi acordado um plano de três anos de transição, em que a Alitalia passaria a ser inserida nos lucros a partir de 2017. No início deste ano, porém, foi revelado que o ponto de equilíbrio seria adiado por mais dois anos.


*Fonte: ATW Online