UFC da Aviação: Tap x Euroatlantic


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A aviação comercial portuguesa está lidando com uma indisposição entre dois autores do seu mercado: Tap e Euroatlantic Airways. No último dia 17, o veterano da aviação David Neeleman, detentor de 61% da Tap, deu a entender que a rival atrapalhava as operações de sua empresa ao deixar aeronaves estacionadas, ocupando espaço “que está sendo usado pelas empresas que trazem pessoas para Portugal”. A resposta não tardou, com comunicado da Euroatlantic rechaçando o posicionamento de Neeleman e atacando até mesmo os resultados financeiros da Tap.

David Neeleman, um dos proprietários da Tap Portugal

Durante sua fala no 28º Congresso da Associação de Hotelaria de Portugal, David Neeleman abordava a necessidade de expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. “Estou um pouco frustrado com o aeroporto que não abre mais espaços. Nós estamos crescendo mais rápido que o aeroporto e isso é muito importante para o país”, afirmou o executivo.

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Na sequência, Neeleman sugeriu a utilização do aeroporto de Montijo como apoio e, então, abordou as operações da rival. “Estou falando da Euroatlantic. Tem muitas aeronaves lá estacionadas (no Humberto Delgado). Se quer estacionar mais do que um dia, tem que mudar para o Montijo. Não se pode usar espaço que está sendo usado pelas empresas que trazem turistas para Portugal.”

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Em resposta, a Euroatlantic divulgou um comunicado tratando das declarações de Neeleman, as quais foram descritas como “ingerências em matérias que não são da sua competência, apontando soluções sem sentido e desrespeitando a ética habitual nesta indústria”.

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A companhia afirmou, em sua defesa, que coordena com autoridades portuguesas o estacionamento de aeronaves em outros locais quando necessário, citando os aeroportos de Beja, Faro e Porto. O que acarreta, segundo eles, “significativos custos diretos e prejuízos para a sua componente de negócios”.

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Por fim, a nota provoca o proprietário da Tap, dizendo que David Neeleman deveria estar ocupado gerindo a Tap e lidando com “a recuperação de mais de 1,3 bilhão de reais de prejuízos acumulados quase ininterruptamente na sua companhia aérea brasileira, dos quais 755 milhões foram registrados no exercício de 2015”.