Chapecoense: avião caiu por falta de combustível


Combustível não suficiente e excesso de peso. Essas foram duas constatações anunciadas pela Aeronáutica Civil da Colômbia em um informe preliminar, divulgado na segunda-feira, da investigação do voo que vitimou membros da delegação da Chapecoense, tripulantes e jornalistas no dia 29 de novembro, em Antioquia, Colômbia.
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As autoridades analisaram gravações registradas pela caixa-preta e o plano de voo da viagem, operada pela companhia aérea venezuelana Lamia, que levaria os atletas de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a Medellín, na Colômbia, para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.

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Segundo a Aeronáutica Colombiana, nos áudios captados pela caixa-preta, em dados momentos do voo os tripulantes conversam sobre cálculo de combustível. O relato de um dos sobreviventes afirma que, a princípio, o avião faria uma parada para reabastecimento em Cobija, cidade boliviana que faz fronteira com o Brasil ao sul do Acre - algo que não aconteceu.

A gravação também mostra que, pouco antes do acidente, na última gravação durante o voo, a tripulação pede pela alteração da rota, relatando condições meteorológicas adversas.

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Dentre as falhas do plano de voo citadas na investigação, a Aerocivil destaca a ausência de um aeroporto alternativo para pouso e ainda quantidade de combustível apenas suficiente para o tempo de voo estimado - ignorando a reserva para emergência que daria à aeronave autonomia para voar por mais uma hora e meia.