Aeroportos do Paraná crescem acima da média nacional

Aeroporto de Foz do Iguaçu cresceu 13,3% de janeiro a setembro de 2015 em relação a 2014 (Foto: Kiko Sierich/Gazeta do Povo)

Quatro dos cinco aeroportos paranaenses que recebem voos regulares apresentaram um aumento na movimentação de passageiros entre janeiro e setembro de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014.
Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Afonso Pena, em São José dos Pinhais, tiveram avanço. Somente Londrina registrou variação negativa. Os dados são da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O aeroporto da fronteira foi o que mais cresceu (13,3%). Na sequência aparecem Cascavel (11,6%) e Maringá (6,8%). Esses terminais cresceram acima da média nacional, que ficou nos 3%.
O aeroporto Afonso Pena registrou aumento, mas bastante discreto (0,2%), reflexo da redução de voos no período de inverno devido ao fechamento constante em virtude das condições climáticas.
Do outro lado, o terminal de Londrina teve uma queda considerável de 6,2% em relação a 2014. Uma variação que se acentuou no último trimestre. Até os seis primeiros meses, a queda não passava de 4%.

Movimento de passageiros (jan-set)

5,000,0004,500,0004,000,0003,500,0003,000,0002,500,0002,000,0001,500,0001,000,000500,0000São José dosPinhaisFoz do IguaçuLondrinaMaringáCascavel5429104544213713755781558435844108791759596829637352163593182491Passageiros
2014
2015

Variação entre 2014 e 2015 (%)

Foz do IguaçuCascavelMaringáSão José dos PinhaisLondrina-2-4-602468101213,311,66,80,2-6,2Variação (%)
Fonte: Infraero e Anac

Em Brasília

Os deputados federais do Paraná se reuniram ontem - quarta-feira (11) com o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, para discutir sobre o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, que pode beneficiar 15 aeroportos do estado.
Na reunião, a bancada paranaense ouviu do ministro que a prioridade está nos projetos de ampliação e reforma dos aeroportos de Maringá, Cascavel, Guarapuava e Ponta Grossa. A justificativa para a escolha é a ordem de aprovação dos documentos e licenças ambientais. Desses quatro, Maringá e Cascavel já recebem voos regulares.
Os outros 11 aeroportos na lista do programa são Paranaguá, Foz do Iguaçu, Bandeirantes, Londrina, Umuarama, Toledo, Campo Mourão, Telêmaco Borba, Francisco Beltrão, Pato Branco e União da Vitória. Da lista, Foz do Iguaçu e Londrina têm voos de companhias aéreas.
A pressão dos deputados paranaenses não deve agilizar a liberação de recursos para as obras. O dinheiro do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), que vem das concessões e taxas aeroportuárias, não tem sido destinado para a aviação regional devido a restrições do Ministério da Fazenda. A ordem é evitar gastos para organizar as contas.
Além disso, o subsídio às companhias aéreas para que operem em aeroportos regionais ainda não saiu do papel. Uma subvenção que vai ficar refém dos recursos do Fnac.
Reformar um aeroporto não é garantia de que receberá voos regulares. É só o primeiro passo, talvez o mais fácil. Mais difícil é convencer as empresas aéreas de que rotas para aeroportos como Ponta Grossa e Guarapuava, por exemplo, sejam rentáveis. Ainda mais sem incentivos financeiros.