JetBlue e Azul negociam acordo para facilitar conexões

JetBlue Airways Corp. está negociando com a brasileira Azul SA um acordo que permitiria que os passageiros voassem com ambas as empresas aéreas em um itinerário -- uma jogada que reuniria o CEO da Azul, David Neeleman, com a empresa americana que ele fundou.
A ligação entre as duas empresas aéreas ajudaria Neeleman, que deixou a JetBlue em 2007, oito anos após sua criação, a levar adiante seus planos de expansão internacional.
Após dar início aos primeiros voos internacionais da Azul, para a Flórida, no ano passado, ele adicionou à lista Punta del Este, no Uruguai, e Caiena, na Guiana Francesa.
Jato Embraer 190 da Azul

Em junho, ele comprou o controle da empresa aérea portuguesa TAP e vendeu 5 por cento da Azul à United Continental Holdings Inc.
“Está sendo discutido”, disse Antonoaldo Neves, presidente da Azul, em entrevista, na semana passada, na sede da empresa, em Barueri, São Paulo. “Nós precisamos discutir, fazer um acordo -- estamos estudando acordos interlinhas com uma série de empresas aéreas”.
A JetBlue confirma as negociações com a Azul, disse Morgan Johnston, porta-voz da empresa aérea com sede em Nova York.
A JetBlue disse que planeja aumentar as partidas diárias de Fort Lauderdale, das 78 atuais para 100, pois a empresa está se expandindo no Caribe e na América Latina.
O chamado acordo interlinhas permitiria que os passageiros adquirissem uma única passagem para voar com a Azul de São Paulo a Fort Lauderdale, na Flórida, e de lá tomar um voo da JetBlue para outros destinos.
As malas despachadas no início da viagem seriam transferidas automaticamente para o segundo voo e as empresas aéreas dividiriam as receitas.
Acordos interlinhas
A JetBlue, que opera principalmente no mercado americano, tem acordos interlinhas com 41 empresas aéreas, a maior parte delas com sede fora dos EUA.
Os acordos interlinhas são precursores de um código compartilhado (codeshare), que permite que um passageiro compre uma passagem de uma empresa aérea e viaje por outra.
Por exemplo, um passageiro reserva um voo na United e a viagem é operada, na realidade, pela All Nippon Airways.
Neeleman criou a Azul em 2008. A terceira maior empresa aérea do Brasil possui uma participação de 17 por cento no mercado doméstico e voa para mais destinos que as concorrentes.
No início do ano, Neeleman superou o controlador da Avianca Holdings, German Efromovich, e comprou 61 por cento da TAP, que mantém 77 voos semanais entre Portugal e Brasil.
Fonte: Exame